martes, 1 de mayo de 2012

Caio Venâncio Martins, poeta brasileño y universal, desde São Caetano do Sul




CONTRADIÇÕES


Caio Martins


Num dia me diz te amo
no outro
me diz te mato!

É tanto beijo e sobressalto
que ninguém sabe mais
o que é amor
o que é guerra
o que é carícia
ou desacato,
o que é beijo
o que é mordida,
o que é paixão
o que é, de fato...

De noite me diz te amo
de dia
me diz te mato!




EVOLUTION


Caio Martins



Já podemos explodir
- dizem os jornais -
o planeta centenas de vezes,
- Que coisa!... uma só seria demais...

Ao léu pasta o gado
ao matadouro
pasta o gado...

O poeta é um saltimbanco
o poema é um vagabundo
que pode um verso inútil
contra um míssil nuclear?
A bomba de nêutrons
derreterá a arte
ninguém dá parte
e pelas avenidas se entulham
androides enlatados
em conserva, entalados
cuja sobrevivência é um vício
cuja inconsciência é um ofício.

Ao léu pasta o gado
ao matadouro
pasta o gado...

No espaço sideral há brilhos
sinistros de metais
enquanto a vida abaixo escorre
condenada
desenfreada
por trilhos virtuais.

Ao léu pasta o gado
ao matadouro
pasta o gado...

No limite do planeta
os limites por um triz
a liberdade ancilosada
é velha locomotiva a vapor
se decompondo nas pradarias
enquanto em órbitas, estelares
espaciais engenhos reluzentes
se (de)codificam, frenéticos
sobre os destinos do planeta
e seus piolhos patéticos...

Ao léu pasta o gado
ao matadouro
pasta o gado...

(26/06/1987 - Pensão da Zulmira)






AUSÊNCIAS...

Caio Martins

Para Márcia.





Rolam, ante meus olhos, transparências
de inigualável nitidez, essências
de meus mortos, de meus amores idos.
Cala-se, a voz, num silêncio contido.

Testei-lhe, Vida, todos os limites:

nuns fui herói, já em outros, fugi!
Dos amores que tive, consegui
cicatrizes tais que densos grafites...

Tantos lugares, meus seres queridos

tatuaram suas marcas no que insiste
em triturar os prazos decorridos...

Preciosa me é, a rara existência

e um só amor etéreo, ao fim, resiste.
Nada sei de saudades... Só de ausências...





EL POETA:


Produtor gráfico, editor e fotógrafo, participou da resistência à ditadura militar, foi exilado no Uruguay, França, Cuba, Chile e, por quatro anos, correspondente e jornalista em Berlim. É colunista do portal Vote Brasil e presta assessoria política.

Aos 24 de fevereiro do ano da graça de 2009, nascia o "Rapadura de Cordel". Renomeado mais apropriadamente para Caio Martins - Poemas e Crônicas, adquiriu caráter mais sério na medida em que o descobriram pelos intrincados caminhos da Rede. Tem hoje leitores na Europa, Ásia, África, Estados Unidos e América Latina.

No intrincado arsenal das linguagens virtuais, escolhi manter o blogue simples, até espartano, evitando pirotecnias e recursos por si memos, mas, usando somente o necessário para que funcione. A opção é privilegiar os textos e dar-lhes a assessoria de imagens. Nelas, prima o respeito incondicional pela autoria e fonte: pintores, desenhistas e fotógrafos têm de ser prestigiados.

Agradeço aos leitores pela generosidade e atenção dedicadas neste período, esperando ter a qualidade necessária para seguir merecendo esse privilégio. Senão, seria mais prudente deixar as palavras de tantos anos, e as futuras, no baú.

Obrigado a todos.

Caio Martins

fuente:
http://caiovmartins.blogspot.com




NOTA DEL EDITOR DE ESTE BLOG,

Con alegría publico algunas poesías de
Caio V.Martins, poeta y artista multifacetico
que acabo de conocer y valorar.

Escribe en su hermoso idioma portugues,
el mismo de Vinicius de Moraes, de Solano
Trindade, de Maria Bethania, Carlos Drumond
de Andrade, Ilka B. Laurito, Renata Pallotini
y de mi nuera(nora), SOLANGE APARECIDA M.
de la ciudad de Lavras, en Minas Geraes.

Le doy la bienvenida a mis Blogs y le extiendo
mi mano amiga y mi amistad sincera.

SANO QUE ESTES, CARO CAIO !!!!

Lic. Jose Pivín
frente al puerto de Haifa
frente al Mar Mediterráneo